Posted on 18:18 2 comments
1941. A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada. Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo, se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe. No entanto, aquele ainda não seria seu destino final. Mais tarde, Lina e sua família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180 dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos. A vida em tons de cinza conta, a partir da visão de poucos personagens, a dura realidade enfrentada por milhões de pessoas durante o domínio de Stalin. Ruta Sepetys revela a história de um povo que foi anulado e que, por 50 anos, teve que se manter em silêncio, sob a ameaça de terríveis represálias.

Lina é apenas uma garota de 15 anos. Mas tem um talento incrível - ela desenha como ninguém. Está prestes a entrar para uma famosa escola de artes na capital da Lituânia - país onde vive com seus pais e seu irmão de 10 anos. Mas a sua vida será completamente mudada na noite de 14 de junho de 1941, onde juntamente com a mãe e o irmão ela será deportada para campos de trabalho forçado pela polícia soviética, a NKVD. Vários outros compatriotas dividem esse fardo com Lina e sua família. E apenas a vontade de viver e ajuda dos amigos conseguirão ajudar essa menina durante a grande provação pela qual ela passará.
A vida em tons de cinza é uma história de ficção narrada em primeira pessoa pela jovem Lina, se passa na União Soviética e conta o horror vivido por povos da Estônia, Letônia e Lituânia que tivera um terço de seu povo exterminado por ordens de Stalin.
Às vezes você se depara com histórias maçantes e chatas, outras vezes as histórias que você encontra te dá um prazer tão grande que você lê duas ou três vezes a mesma história. Lendo "A Vida em tons de cinza", eu me perdi em uma impressionante história sobre os povos bálticos, uma história "que quase nunca é contada" mas que revela por trás dela uma lição de esperança e amizade que foi capaz de unir uma nação em momentos de guerra 
O livro é contado através de uma narração surpreendente de um romance realista e que tivera seus personagens baseados em depoimentos de sobreviventes de gulags, os campos de concentração e trabalhos forçados da União Soviética. Eles viviam em condições de frio extremo, trabalhavam forçadamente, em condições mínimas de higiene e alimentação mínima. Essa é uma história quase não comentada já que no mesmo período o destaque maior se dava a Hitler e por isso Stalin se aproveitava para cometer os seus mais perversos crimes contra os países que recentemente haviam sido anexados a URSS.
Eu poderia passar horas falando sobre esse livro, sobre sua história e seus personagens, mas acredito que a forma como ele me prendeu e me fez sentir cada dor que os povos balticos sentiram, que me fez chorar ao imaginar o quanto nós seres humanos podemos ser cruéis, toda essa magia e a vontade de assim como a Ruta não deixar que essa história seja esquecida, faz com que eu queira apenas dar um gostinho a vocês, a instiga-los a ler esse livro. Este com certeza é um livro mais que cinco estrelas, é aquele livro que te marca para toda a sua vida. Acredito que todos deveriam lê-lo.
Ruta Sepetys nos traz uma parte da história que esquecida pela humanidade nunca será esquecida pelo povo e familiares que a viveram. Estou certa de que delicadamente, com a sutileza de um coração aberto a escritora nos faz percorrer em meio a imagens e horrores vividos por aqueles que ela entrevistou, e sendo ela descendente de lituanos também vividos por seus familiares.

 








2 comentários:

  1. Interessante, nunca tinha ouvido falar desse livro. Gostei da resenha e me interessei pelo livro, necessito dele.

    The Lord of Thrones

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    1. Oi Karla!! Que bom que você gostou, esse livro é emocionante!!

      Beijos

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