Posted on 08:17 2 comments

AntídotoAmanda é uma garota nova-iorquina de 30 anos. Moderna e bem-sucedida, ela só quer uma coisa da vida: ser feliz! No entanto, quando não está tentando salvar o mundo - Amanda é advogada de uma ONG que trata de assuntos ambientais - ela está lutando contra alguma doença fatal imaginária. Amanda não é apenas uma hipocondríaca maluca, ela é uma garota romântica e sensível que tem consciência de seus problemas e vai fazer de tudo para se manter bem longe das consultas médicas e das doenças. O motivo de tanto empenho tem nome: Brian Marshall, o vizinho perfeito que ela conheceu tempos atrás e tem um estoque infinito do remédio de que ela mais precisa: paciência. Antídoto é um livro que, acima de tudo, prega o senso de humor, afinal quem não tem dificuldade de manter a sanidade mental frente aos problemas do dia a dia?

Caso você não tenha lido A Pílula do Amor (resenha aqui) NÃO continue lendo essa resenha, sob risco de acabar recebendo spoiler. 

Em Antídoto, Amanda está de volta ainda mais maluquinha, se isso é possível. Apesar dela ter desfrutado de um período de trégua de sua hipocondria, enquanto curtia o início do seu namoro com Brian e a plenitude desse amor, sua nosofobia pareceu ter voltado com força total quando mudanças começaram a acontecer em sua vida. No final das contas, ela não estava curada como chegou a imaginar. As crises de ansiedade e ataques de pânico ficaram ainda mais acentuadas no momento em que as obras da filial do restaurante de Brian em Paris iniciaram. A reforma do local exigiu total atenção do namorado de Amanda, fazendo com que ele tivesse que viajar constantemente para a Cidade Luz, deixando-a aflita e carente. Se isso não bastasse, o chefe de Amanda, Edward, foi promovido e, com isso, não só a sua carga de trabalho aumentou além do que ela poderia suportar, como Amanda teve que passar a se reportar para um novo chefe que não compreendia a fragilidade de sua saúde, suas manias e excentricidades.
Eu li A Pílula do Amor há bastante tempo e não sabia que teria continuação, só quando resolvi fazer uma resenha no blog foi que descobri a existência de Antídoto, e aí que fiquei louca para ler, principalmente porque eu tinha adorado o primeiro livro. Então imagine o tamanho da minha decepção quando não encontrei aquelas mesmas gargalhadas e cenas hilárias que eu tanto adorei no primeiro livro? Sim, Antídoto não chega nem aos pés de A Pílula do Amor!!
Nesse livro Amanda está mais irritante que nunca! Sério, é como se ela tivesse regredido todo o ‘tratamento’ iniciado no primeiro livro,em A Pílula do Amor ela termina de um jeito tão bacana, lidando com a doença de uma forma bem madura e nesse, ela está muito mais indecisa e com uma insegurança irritante, claro que eu tentava entender o que ela estava sentindo, mas na maioria das vezes eu tinha vontade de dar uns tapas nela para ver se ela se orientava! Outra coisa que não me agradou muito, é o fato de que a história em si acabou ficando ofuscada pelas constantes lamentações e divagações da protagonista. Para justificar todas as suas “loucuras hipocondríacas” ela passava a maioria das páginas despejando uma torrente de explicações desnecessárias – a gente sabe que você é hipocondríaca Amanda não precisa afirmar isso a cada minuto! –, isso deixava a leitura repetitiva e fazia com que minha paciência com ela só fosse diminuindo. A falta dos outros personagens como os amigos de Amanda e a mãe também me incomodou muito, faltou dialogo, o livro virou quase um monologo.
Como o livro é curtinho alguns fatos que eu particularmente achei importantes passaram rápido demais, eu esperei o clímax da narrativa e quando vi, o livro terminou e esses fatos acabaram não sendo tão detalhados com eu gostaria. Também notei alguns erros em relação a passagem de tempo no livro, e me deixou muito confusa em relação a quanto tempo passou a história toda.
No geral Antídoto não me conquistou como o primeiro livro, mas foi legal ter uma perspectiva do que aconteceu com a vida da Amanda depois de A Pílula do Amor, o livro segue sendo um chick-lit leve, mas que aborda um tema delicado mesmo que através de uma personagem ‘louca’ que acha que vai morrer todo hora, mas Amanda Loeb ainda tem seus momentos românticos, de maturidade, poucos, mas tem! Já aqueles momentos constrangedores que no primeiro livro garantiam situações engraçadas não aconteceu. Como o primeiro livro tem final e não precisa de conclusão, eu indicaria parar no primeiro!



 




2 comentários:

  1. Olá Letícia, li apenas a sinopse porque não li o livro anterior (seguindo seu conselho), mas me interessei... Já sigo seu blog e acho ele muito lindo!

    Beijo
    Dani Cruz
    http://blog-emcomum.blogspot.com.br/

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    1. Oi Dani!! Leia o primeiro livro A Pílula do Amor, que é ótimo, mas esse segundo eu realmente não gostei muito, infelizmente!!
      Obrigada!!
      Beijos

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