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A Resposta
O romance, história de otimismo ambientada no Mississippi em 1962, durante a gestação do movimento dos direitos civis nos EUA. A trama segue Eugenia "Skeeter" Phelan, jovem que acabou de se graduar e quer virar escritora, mas encontra a resistência da mãe, que quer vê-la casada. Aconselhada a escrever sobre o que a incomoda, Skeeter encontra um tema em duas mulheres negras: Aibileen, empregada que já ajudou a criar 17 crianças brancas mas chora a perda do próprio filho, e Minny, cozinheira de mão cheia que não arruma emprego porque não leva desaforo dos patrões para casa.



O livro conta a história de três mulheres: Aibellen é negra, empregada doméstica, perdeu seu filho há um ano, trabalha para os Leefolt e decidiu não deixar que Mae Mobley cresça uma pessoa racista. Minny foi criada para ser uma empregada doméstica, desde muito nova sabe as regras para se trabalhar para os brancos, mas nunca conseguiu segurar sua língua e seu pavio curto. Depois do último emprego, está difamada na cidade inteira pela cruel Hilly, mas Minny não deixou barato, fez uma coisa terrível para a rainha racista da cidade. E Skeeter que é uma jovem branca, de família tradicional, seu pai é dono de uma próspera fazenda de algodão. Alta demais, com cabelos rebeldes e inteligente, ainda não se casou, foi para a faculdade, concluiu seu curso e voltou para Jackson. Foi criada por Constantine, a empregada negra da família. Faz parte da Liga suas melhores amigas são Hilly e Elizabeth, mas está cansada dos preconceitos e dos projetos de Hilly.

A vida dessas três mulheres se entrelaçam para contar a quem quiser saber, como é ser uma empregada doméstica negra trabalhando para famílias brancas no Mississippi segregado. Na década de 60, a vida não era fácil para os negros, Martin Luther King organizou marchas pelo direito dos negros, Rosa Parks se recusou a dar seu lugar num ônibus... O Mississippi foi um dos últimos estados americano a dar um fim na segregação racial. Escolas, bibliotecas, hospitais e até mesmo banheiros, eram separados. No meio desse fogo cruzado, existiam as empregadas domésticas, negras que foram criadas para servirem suas patroas brancas, sem questioná-las. Criavam os filhos de suas patroas como se fossem seus, crianças que recebiam mais carinho e atenção da empregada negra do que de suas mães, no entanto, cresciam dentro de uma sociedade que lhes ensinava que negro não é igual ao branco distorcendo a visão dessas crianças e esse aprendizado, muitas vezes, superava aquele amor. Foi esse o plano de fundo usado por Kathryn Stockett em seu livro A Resposta, que já foi adaptado ao cinema, com o título de Histórias Cruzadas e foi indicado ao Oscar em 2012, nas categorias: melhor atriz, melhor atriz coadjuvante e melhor roteiro adaptado.

O livro é escrito em primeira pessoa e narrado por Aibellen, Minny e Skeeter. As descrições são muito bem escritas e fazem com que o leitor tenha uma ideia exata de como era o EUA na década de 1960. O livro tem pouco mais de 560 paginas, mas a leitura flui rapidamente, durante toda a leitura assuntos polêmicos são escritos de forma leve e bem humorada, mas sem deixar de ser séria quando necessária. Nas 573 paginas o leitor vai se revoltar, sorrir, chorar e entender o quanto essas mulheres eram forte e corajosas.

A Resposta não é um livro romântico, mas sim um livro emocionante que nos faz refletir sobre o preconceito. Com personagens bem construídos e humanos, corajosos e fortes, ele é o ipo de livro que nos faz refletir e querer levar um pouco de cada personagem conosco.

 Kathryn teve a coragem de dizer como essa época foi dura para os negros, baseada em sua própria infância.






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